As pessoas andam com uma mania irritante de ter um motivo para tudo que fazem. Há um significado implícito em tudo, e perdia-se um tempo infinito em desvendar as idéias por trás de cada ação insignificante que sai do movimento de viver de cada um.
Passam horas tentando entender onde cada passo vai levar, mesmo que seja um passinho bem curto, sem maiores ambições, mesmo que seja um movimento inconsciente para se centrar mais na idéia que ronda pela cabeça, nunca era. Um passo a esquerda nunca seria apenas para encontrar uma pose mais confortável para colocar a cara ao vento. Porque apreciar um vento é sempre um motivo.
Aqui, ociosidade é uma alucinação, onde definições e regras não cabem. Vê-se pessoas desesperadas, correndo de um lado para o outro, na tentativa de se manter em ambientes caóticos o suficiente para que merecessem uma definição. Aqui, o caos é bonito e enche tudo de beleza inconformada. É um vicio unânime. Um vício do jeito certo de viver.